Lições 1

Rm 15:4 Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

Parte 03 de 12

NÃO CONSEGUIMOS MUITAS VEZES ou muito claramente dizer à alma que busca que sua única esperança de salvação está no Senhor Jesus Cristo. Está nele completamente, único e sozinho. Para salvar tanto da culpa quanto do poder do pecado, Jesus é todo-suficiente. Seu nome é Jesus, porque “ele salvará o seu povo dos pecados deles”. “O Filho do homem tem poder na terra para perdoar pecados.” Ele é exaltado nas alturas “para dar arrependimento e remissão de pecados”. Desde a eternidade agradou a Deus conceber um método de salvação que deveria estar totalmente contido em seu Filho unigênito. O Senhor Jesus, para a realização desta salvação, tornou-se homem, e sendo encontrado na forma humana, tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz. Se outra forma de libertação tivesse sido possível, o cálice da amargura teria passado dele. É lógico que o querido do céu não teria morrido para nos salvar se pudéssemos ter sido resgatados com menos despesas (ou de outra forma). A graça infinita forneceu o grande sacrifício; amor infinito submetido à morte por nossa causa. Como podemos sonhar que pode haver outro caminho além do que Deus providenciou a tal custo, e estabelecido na Sagrada Escritura de forma tão simples e urgente? Certamente é verdade que “Não há salvação em nenhum outro: pois não há nenhum outro nome debaixo do céu dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos.”

Supor que o Senhor Jesus salvou apenas a metade do homem e que é necessário, agora, algum trabalho ou sentimento próprio para terminar sua obra; é perverso. O que há de nosso que poderia ser adicionado ao seu sangue e justiça? “Todas as nossas justiças são como trapos imundos.” Isso pode ser remendado à custosa estrutura de sua justiça divina? Trapos e linho branco fino! Nossa escória e seu ouro puro! É um insulto ao Salvador sonhar com tal coisa. Já pecamos o suficiente, sem adicionar isso a todas as nossas outras ofensas.

Mesmo se tivéssemos alguma justiça da qual pudéssemos nos orgulhar; se nossas folhas de figueira fossem mais largas do que o normal e não estivessem murchando, seria sensato colocá-las de lado e aceitar aquela justiça que deve ser muito mais agradável a Deus do que qualquer coisa nossa. O Senhor deve ver mais do que é aceitável em seu Filho do que no melhor de nós. O melhor de nós! As palavras parecem satíricas, embora não tenham essa intenção. O que há de melhor em qualquer um de nós? “Não há ninguém que faça o bem; não, nenhum.” Eu, que escrevo estas linhas, confessaria abertamente que não tenho um fio de bondade própria. Eu não poderia inventar nem um trapo, ou um pedaço de trapo. Estou totalmente destituído. Mas se eu tivesse o mais justo naipe de boas obras que até o orgulho pode imaginar, eu o rasgaria para não vestir nada além das vestes da salvação, que são dadas gratuitamente pelo Senhor Jesus, do guarda-roupa celestial de seus próprios méritos.

É muito glorioso para nosso Senhor Jesus Cristo que devemos esperar todas as coisas boas somente dele. Isso é tratá-lo como ele merece ser tratado; pois assim ele é e ao lado dele não há nenhum outro que devemos olhar para ele e sermos salvos. Isso é tratá-lo como ele gosta de ser tratado, pois ele ordena a todos os que trabalham e estão sobrecarregados que venham até ele, e ele lhes dará descanso. Imaginar que ele não pode salvar ao máximo é limitar o Santo de Israel e colocar uma calúnia em seu poder; ou então caluniar o coração amoroso do Amigo dos pecadores e lançar uma dúvida sobre seu amor. Em qualquer dos casos, cometemos um pecado cruel e arbitrário contra os pontos mais ternos de sua honra, que são sua capacidade e disposição de salvar todos os que por meio dele se aproximam de Deus.

A criança, em perigo de incêndio, apenas se agarra ao bombeiro, e confia somente nele. Ela não levanta dúvidas sobre a força de seus membros para carregá-la, ou o zelo de seu coração para resgatá-la; mas ela se apega. O calor é terrível, a fumaça cega, mas ela se agarra; e seu libertador rapidamente a leva para um local seguro. Com a mesma confiança infantil, apegue-se a Jesus, que pode e irá tirá-lo do perigo das chamas do pecado.

A natureza do Senhor Jesus deve inspirar-nos com a mais completa confiança. Como ele é Deus, ele é todo-poderoso para salvar; como ele é homem, está cheio de toda a plenitude para abençoar; como ele é Deus e homem em uma Pessoa Majestosa, ele encontra o homem em sua condição de criatura e Deus em sua santidade. A escada é longa o suficiente para ir desde Jacó prostrado na terra até Jeová reinando no céu. Trazer outra escada seria supor que ele falhou em transpor a distância; e isso seria desonrá-lo gravemente. Se até mesmo acrescentar algo às suas palavras é lançar uma maldição sobre nós mesmos, o que deve ser fingir acrescentar algo a si mesmo? Lembre-se de que ele mesmo é o Caminho; e supor que devemos, de alguma maneira, adicionar algo ao caminho divino, é ser arrogante o suficiente para pensar em adicionar algo a ele. Fora com essa noção! Odeie isso como se fosse uma blasfêmia; pois em essência é a pior das blasfêmias contra o Senhor do amor.

Vir a Jesus com um dinheiro (ou favor) em nossas mãos seria um orgulho insuportável, mesmo se tivéssemos qualquer preço que pudéssemos pagar. O que ele precisa de nós? O que poderíamos trazer se ele precisasse? Ele venderia as bênçãos inestimáveis ​​de sua redenção? Aquilo que ele produziu no sangue de seu coração, ele trocaria conosco por nossas lágrimas e votos, ou por observâncias cerimoniais, sentimentos e obras? Ele não está reduzido a fazer um mercado de si mesmo: ele dará livremente, como requer seu amor real; mas aquele que lhe oferece um preço não sabe com quem está lidando, nem quão gravemente ofende seu Espírito livre. Os pecadores de mãos vazias podem ter o que quiserem. Tudo o que eles precisam está em Jesus, e ele o dá quando pede; mas devemos acreditar que ele é tudo em todos, e não devemos ousar dizer uma palavra sobre completar o que ele terminou, ou nos ajustar (tornar merecedores) para o que ele nos dá (gratuitamente) como pecadores indignos.

A razão pela qual podemos esperar o perdão dos pecados e a vida eterna, pela fé no Senhor Jesus, é que Deus assim o designou. Ele se comprometeu no evangelho a salvar todos os que realmente confiam no Senhor Jesus, e ele nunca fugirá de sua promessa. Ele está tão satisfeito com seu Filho unigênito, que tem prazer em todos os que se apegam a ele como sua única esperança. O próprio grande Deus se apoderou daquele que se apoderou de seu Filho. Ele opera a salvação para todos os que buscam essa salvação pelo Redentor que foi morto. Para honra de seu Filho, não permitirá que o homem que nele confia se envergonhe. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna”; pois o Deus eterno o tomou para si e deu-lhe para ser um participante de sua vida. Se apenas Jesus for a sua confiança, você não precisa ter medo, pois você será efetivamente salvo, tanto agora como no dia da sua segunda vinda.

Quando um homem faz confidências, há um ponto de união entre ele e Deus, e essa união garante a bênção. A fé nos salva porque nos torna apegados a Cristo Jesus, e ele é um com Deus, e assim nos coloca em conexão com Deus. Disseram-me que, anos atrás, acima das Cataratas do Niágara, um barco virou-se e dois homens estavam sendo levados pela corrente, quando pessoas na costa conseguiram estender uma corda até eles, corda essa que foi agarrada pelos dois. Um deles agarrou-se a ela e foi puxado em segurança para a margem; mas o outro, vendo um grande tronco passar flutuando, imprudentemente largou a corda e agarrou-se ao grande pedaço de madeira, pois era o maior dos dois e aparentemente melhor para se agarrar. Ai de mim! a madeira, com o homem nela, passou direto pelo vasto abismo, porque não havia união entre a madeira e a costa. O tamanho do tronco não beneficiou quem o agarrou; precisava de uma conexão com a costa para produzir segurança. Assim, quando um homem confia em suas obras, ou em suas orações, ou esmolas, ou nos sacramentos, ou em qualquer coisa desse tipo, ele não será salvo, porque não há junção entre ele e Deus por meio de Cristo Jesus; mas a fé, embora possa parecer uma corda fina, está nas mãos do grande Deus na margem; o poder infinito puxa a linha de conexão e, assim, tira o homem da destruição. Oh, bem-aventurada fé, porque nos une a Deus pelo Salvador, a quem ele designou, Jesus Cristo! Ó leitor, não há bom senso neste assunto? Pense bem, e que em breve haja uma banda de união entre você e Deus, por meio da sua fé em Cristo Jesus!

DESPERTAR

Parte 02 de 12

GRANDE NÚMERO DE PESSOAS não se preocupam com as coisas eternas. Elas se preocupam mais com seus cães e gatos do que com suas almas. É uma grande misericórdia sermos levados a pensar sobre nós mesmos e como nos posicionamos em relação a Deus e ao mundo eterno. Muitas vezes, isso é um sinal de que a salvação está chegando até nós. Por natureza, não gostamos da ansiedade que a preocupação espiritual nos causa e tentamos, como preguiçosos, dormir de novo. Isso é uma grande tolice; pois é muito perigoso brincarmos com leviandade quando a morte está tão próxima e o julgamento tão seguro. Se o Senhor nos escolheu para a vida eterna, ele não permitirá que voltemos ao nosso sono. Se formos sensatos, devemos orar para que nossa ansiedade sobre nossas almas nunca chegue ao fim até que estejamos real e verdadeiramente salvos. Vamos dizer em nossos corações:

Aquele que sofreu em meu lugar será meu médico; não serei consolado Até que Jesus me console.

Seria uma coisa horrível ir sonhando até o inferno e lá erguer nossos olhos e vê um grande abismo entre nós e o céu. Será igualmente terrível ser despertado para escapar da ira vindoura e, então, livrar-nos da influência de advertência e voltar à nossa insensibilidade. Percebo que aqueles que superam suas convicções e continuam em seus pecados não são tão facilmente movidos da próxima vez: cada despertar que é jogado fora deixa a alma mais sonolenta do que antes, e menos provável de ser levada novamente ao sentimento sagrado. Portanto, nosso coração deveria estar muito preocupado com a ideia de nos livrarmos de seus problemas de qualquer outra forma que não seja a correta. Quem tinha gota foi curado com um remédio charlatão, que levou a doença para dentro, e o paciente morreu. Ser curado de angústia mental por uma falsa esperança seria um negócio terrível: o remédio seria pior do que a doença. Muito melhor que nossa sensibilidade de consciência nos cause longos anos de angústia, do que perdê-la e perecer na dureza de nosso coração.

Porém, o despertar não é algo para se descansar ou acomodar, ou desejar que se prolongue mês após mês. Se eu me assustar e descobrir que minha casa está pegando fogo, não me sento na beira da cama e digo a mim mesmo: “Espero estar realmente acordado! Na verdade, estou profundamente grato por estar acordado!” Eu quero escapar da ameaça de morte, então corro para a porta ou para a janela, para poder sair e não morrer onde estou. Seria um benefício questionável ser despertado, mas não escapar do perigo. Lembre-se de que despertar não é salvação. Um homem pode saber que está perdido e, ainda assim, nunca ser salvo. Ele pode ficar pensativo, mas pode morrer em seus pecados. Se você descobrir que está falido, a consideração de suas dívidas não as pagará. Um homem pode examinar suas feridas o ano todo, e elas não estarão mais perto de serem curadas porque ele as sente, as esperta e anota o seu número. É um truque do diabo tentar o homem para que ele fique satisfeito com um senso de pecado; e outro truque do mesmo enganador para insinuar que o pecador pode não se contentar em confiar em Cristo, a menos que ele possa trazer uma certa medida de desespero para acrescentar à obra consumada do Salvador. Nosso despertar não é para ajudar o Salvador, mas para ajudar-nos a chegar ao Salvador. Imaginar que meu sentimento de pecado é ajudar na remoção do pecado é um absurdo. É como se eu dissesse que a água não poderia limpar meu rosto a menos que eu tivesse olhado por mais tempo no espelho e contado as manchas na minha testa. O senso de necessidade de salvação pela graça é um sinal muito saudável; mas é preciso sabedoria para usá-lo corretamente, e não para torná-lo um ídolo.

Alguns parecem ter se apaixonado por suas dúvidas, medos e angústias. Você não pode tirá-los de seus terrores – eles parecem apegados a eles. Diz-se que o pior problema dos cavalos quando seus estábulos estão pegando fogo é que você não consegue fazer com que eles saiam de suas baias. Se eles apenas seguirem sua liderança, eles podem escapar das chamas; mas eles parecem estar paralisados ​​de medo. Portanto, o medo do fogo impede que escapem do fogo. Leitor, o seu próprio medo da ira vindoura impedirá que você escape dela? Esperamos que não. Alguém que estava há muito tempo na prisão não estava disposto a sair. A porta estava aberta; mas ele implorou mesmo com lágrimas para poder ficar onde estava por tanto tempo. Apaixonado por prisão! Casado com os ferrolhos de ferro e a comida da prisão! Certamente o prisioneiro deve ter tido um pequeno desequilíbrio na cabeça! Você está disposto a permanecer desperto e nada mais? Você não está ansioso para ser perdoado imediatamente? Se você deseja permanecer em angústia e pavor, certamente você também deve estar um pouco fora de si! Se a paz é para ser alcançada, tenha-a imediatamente! Por que permanecer na escuridão da cova, onde seus pés afundam no barro lamacento? Há luz a ser obtida; luz maravilhosa e celestial; por que deitar na escuridão e morrer na angústia? Você não sabe o quão perto a salvação está para você. Se o soubesse, certamente estenderia sua mão e a pegaria, pois aí está; e está disponível para ser obtida.

Não pense que sentimentos de desespero lhe serviriam de misericórdia. Quando o peregrino, a caminho do Portão de Wicket, caiu no Pântano do Desânimo, você acha que, quando o lodo imundo e fedorento daquele lamaçal grudou em suas roupas, isso foi uma recomendação a ele, para lhe proporcionar um acesso mais fácil à frente, no caminho? Não é assim. O peregrino não pensava assim de forma alguma; nem você pode. Não é o que você sente que vai te salvar, mas o que Jesus sente. Mesmo que houvesse algum valor curativo nos sentimentos, eles teriam que ser bons; e o sentimento que nos faz duvidar do poder de Cristo para salvar, e nos impede de encontrar a salvação nele, não é de forma alguma bom, mas um estorvo cruel para o amor de Jesus.

Nosso amigo veio nos ver e viajou por nossa lotada Londres de trem, bonde ou ônibus. De repente, ele fica pálido. Perguntamos qual é o problema e ele responde: “Perdi minha carteira e ela continha todo o dinheiro que tenho no mundo.” Ele fala a quantia em cada centavo e descreve os cheques, notas e moedas. Dizemos a ele que deve ser um grande consolo para ele estar tão bem informado sobre a extensão de sua perda. Ele não parece ver o valor de nosso consolo. Asseguramos a ele que ele deve ser grato por ter uma sensação tão clara de sua perda; pois muitas pessoas podem ter perdido seus livros de bolso e ser totalmente incapazes de calcular suas perdas. Porém, nosso amigo não está nem um pouco animado. “Não”, disse ele, “saber minha perda não me ajuda a recuperá-la. Diga-me onde posso encontrar minha propriedade, e você me prestou um serviço real; mas apenas saber da minha perda não é nenhum conforto. “Mesmo assim, acreditar que você pecou, ​​e que sua alma está perdida para a justiça de Deus, é uma coisa muito adequada; mas não salvará. A salvação não é por nosso conhecimento de nossa própria ruína, mas por compreender plenamente a libertação provida em Cristo Jesus. Uma pessoa que se recusa a olhar para o Senhor Jesus, mas persiste em pensar em seu pecado e ruína, nos lembra de um menino que jogou uma moeda através de uma grade de um esgoto de Londres, e permaneceu lá por horas, encontrando conforto em dizer: “Ela rolou bem ali! Bem entre aquelas duas barras de ferro, eu a vi cair.”

Pobre alma! Ele poderia se lembrar por muito tempo dos detalhes de sua perda, como se desse modo pudesse colocar de volta um único centavo no bolso, com o qual pudesse comprar um pedaço de pão. Você consegue ver a tendência da parábola; tira proveito dela.

O Evangelho Escandaloso

Paul Washer*

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1:16)

A carne de Paulo tinha todas as razões para se envergonhar do Evangelho que ele pregava, pois este contradizia absolutamente tudo que havia sido mantido como verdadeiro e sagrado entre seus contemporâneos. Para o Judeu, era o pior tipo de blasfêmia, pois alegava que o Nazareno que morreu amaldiçoado no Calvário era o Messias. Para os Gregos, era o pior tipo de absurdo, pois alegava que este Messias Judeu era Deus em carne. Assim, Paulo sabia que sempre que abrisse a boca para falar do Evangelho seria totalmente rejeitado e ridicularizado ao desprezo, a menos que o Espírito Santo interviesse e movesse os corações e mentes de seus ouvintes.

Em nossos dias, o Evangelho primitivo não é menos ofensivo, pois ele ainda contradiz cada princípio ou “ismo” da cultura contemporânea – relativismo, pluralismo e humanismo.

Nem Tudo é Relativo

Vivemos numa era de Relativismo – um sistema de crenças baseado na absoluta certeza de que não existem absolutos. Hipocritamente aplaudimos homens por buscarem a verdade, mas clamamos pela execução pública de qualquer um que seja arrogante o bastante para dizer que a encontrou. Vivemos numa alto-imposta Idade das Trevas, e a razão para isto é clara. O homem natural é uma criatura caída, moralmente corrupta e determinada em sua busca por autonomia (i. é. auto-governo).

O homem odeia Deus porque Ele é justo e odeia Suas leis porque censuram e restringem sua maldade. Ele odeia a verdade porque ela expõe quem ele é e os problemas que ainda permanecem em sua consciência. Portanto, o homem caído procura empurrar a verdade, especialmente a verdade acerca de Deus, para o mais distante possível de si. Ele irá a qualquer nível para suprimir a verdade; até ao ponto de fingir que tais coisas não existem ou que se existirem, não podem ser conhecidas ou ter qualquer influência sobre nossas vidas. O caso nunca é o de um Deus que se esconde, mas o de um homem que se esconde. O problema não é o intelecto, mas a vontade. Como um homem que enfia a cabeça na areia para evitar uma cobrança do tamanho de um rinoceronte, o homem moderno nega a verdade de um Deus justo e Seus valores morais absolutos na esperança de aquietar sua consciência e colocar para fora de sua mente o julgamento que ele sabe ser inevitável.

O Evangelho de Cristo é um escândalo para o homem e sua cultura porque ele faz aquilo que o homem mais deseja evitar – Ele o desperta de seu sono alto-imposto para a realidade de sua queda e rebelião, e o chama a rejeitar a autonomia e se submeter a Deus através de arrependimento e fé em Jesus Cristo.

Nem Todo Mundo Está Certo

Vivemos em uma era de Pluralismo – um sistema de crenças que põe um fim à verdade ao declarar que tudo é verdade, especialmente no que diz respeito a religião. Pode ser difícil para o Cristão contemporâneo compreender, mas os Cristãos que viveram nos primeiros séculos da fé foram verdadeiramente marcados e perseguidos como ateus. A cultura que os circundava estava imersa no teísmo. O mundo estava cheio de imagens de divindades, e a religião era um negócio florescente. Os homens não apenas toleravam as deidades uns dos outros, mas as trocavam e compartilhavam.

O mundo religioso inteiro estava indo muito bem até que os Cristãos apareceram e declararam que, “deuses feitos pelas mãos humanas não são deuses de maneira alguma.” Eles negaram aos Césares a homenagem que eles exigiam, recusaram-se a dobrar os joelhos a todos os outros, assim chamados, deuses, e confessaram Jesus somente como Senhor de todos. O mundo inteiro olhou de queixo caído para tal arrogância e reagiu com fúria contra a intolerável intolerância Cristã em não tolerar.

Este mesmo cenário é abundante em nosso mundo hoje. Contra toda lógica, dizem-nos que todas as visões concernentes a religião e moralidade são verdadeiras, não importa quão radicalmente diferentes e contraditórias elas possam ser. O aspecto mais impressionante nisto tudo é que através dos incansáveis esforços da mídia e do mundo acadêmico, esta se tornou rapidamente a visão majoritária. No entanto, o pluralismo não resolve a questão nem cura a doença. Ele apenas anestesia o paciente de modo que ele já não sente ou pensa.

O Evangelho é um escândalo porque desperta o homem de seu sono e se recusa a deixá-lo descansar em tal posição ilógica. Ele o força a chegar a uma conclusão – “Até quando você hesitará entre duas opiniões? Se o SENHOR é Deus, segui-O; mas se é Baal, segui-o.”

O verdadeiro Evangelho é radicalmente exclusivo. Jesus não é “um” caminho, mas “o” caminho, e todos os outros caminhos não são caminho algum. Se o Cristianismo apenas movesse um pequeno passo em direção a um ecumenismo mais tolerante e trocasse o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um”, o escândalo seria removido, e o mundo e o Cristianismo poderiam ser amigos. Em todo o caso, sempre que isso ocorrer, o Cristianismo deixa de ser Cristianismo, Cristo é negado, e o mundo fica sem um Salvador.

O Homem não é a Medida

Vivemos numa era de Humanismo. Ao longo das últimas várias décadas, o homem tem lutado para expurgar Deus de sua consciência e cultura. Ele tem demolido cada altar visível ao “Único Deus Verdadeiro” e erigido monumentos a si mesmo, com o zelo de um fanático religioso. Ele tem administrado de modo a fazer de si mesmo o centro, a medida e o fim de todas as coisas. Ele louva sua dignidade inerente, demanda homenagem a sua auto-estima, e promove sua auto-satisfação e auto-realização como o bem supremo. Ele justifica sua consciência atormentada como o remanescente de uma religião de culpa antiquada, e desculpa a si mesmo de qualquer responsabilidade pelo caos moral a sua volta, culpando a sociedade, ou pelo menos aquela parte da sociedade que ainda não alcançou sua iluminação.

Qualquer sugestão de que sua consciência possa estar certa em seu testemunho contra ele ou que ele possa ser responsável pelas variações quase infinitas de doenças no mundo é impensável. Por essa razão, o Evangelho é um escândalo para o homem caído, porque ele expõe sua ilusão acerca de si mesmo e o convence de sua queda e culpa. Esta é a essencial “primeira obra” do Evangelho, e este é o motivo pelo qual o mundo detesta tanto a pregação do verdadeiro Evangelho. Ele arruína a festa do homem, chove sobre seu desfile, expõe seu faz-de-conta, e aponta para o fato de que o rei não tem roupas.

As Escrituras reconhecem que o Evangelho de Jesus Cristo é uma “pedra de tropeço” e “loucura” para todos os homens de todas as épocas e culturas. Portanto, para remover o escândalo da mensagem é preciso anular a cruz de Cristo e seu poder salvífico. Devemos entender que o Evangelho não é apenas escandaloso, mas ele presume ser! Através da loucura do Evangelho, Deus ordenou destruir a sabedoria dos sábios, frustrar a inteligência das maiores mentes, e humilhar o orgulho de todos os homens. A fim de que nenhuma carne possa se gloriar em Sua presença, mas como está escrito, “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”

O Evangelho de Paulo não apenas contradisse a religião, filosofia e cultura da época, mas declarou guerra a elas. Ele se recusou a fazer uma trégua ou tratado com o mundo e não aceitaria nada menos que a absoluta rendição da cultura ao Senhorio de Jesus Cristo. Faríamos bem em seguir o exemplo de Paulo. Devemos ter cuidado para evitar qualquer tentação de conformar nosso Evangelho às tendências da época ou aos desejos de homens carnais. Não temos o direito de diluir sua ofensa ou civilizar suas exigências radicais, a fim de torná-lo mais apelativo a um mundo caído ou membros de igrejas carnais. Nossas igrejas estão cheias de estratégias para torná-las mais amigáveis por meio de uma reembalagem do Evangelho, removendo a pedra de tropeço, e suavizando a navalha, de modo que possa ser mais aceitável aos homens carnais.

Devemos ser pessoas amigáveis, mas devemos perceber isto – há um só que busca e Ele é Deus. Se estamos nos empenhando para tornar nossa igreja e mensagem mais acomodáveis, que as acomodemos a Ele. Se estamos nos esforçando para construir uma igreja ou ministério, que o construamos sobre uma paixão por glorificar a Deus, e um desejo por não ofender Sua majestade. Para o espaço com o que o mundo pensa de nós. Não estamos buscando as honras da terra, mas as honras do céu devem ser o nosso desejo.

________________________________________ © Extraído do 7º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, traduzido e publicado pela Editora Fiel./Disponível em reformai.com

*Paul Washer é um pastor batista reformado, missionário, escritor; fundador da “Sociedade Missionaria HeartCry”, que apoia o trabalho missionário em mais de 30 países.

Especialmente para a Igreja que está em Cristo.

O propósito real da vida não é a felicidade, mas o conhecimento de Deus, é por essa razão, que nos maiores encontros com o sofrimento homens conheceram a Deus. O problema enigmático acerca do mal, é devido a tendência do ser humano achar que se Deus, de fato existe, objetivamente, para a vida humana é a felicidade a vontade divina. Mas o verdadeiro gozo é gloriar–se nas tribulações e, naquilo para o qual nos tornaremos bem–aventurados — “é–nos ordenado carregar uma cruz, não uma flor”.

É com razão, que os bem–aventurados, “são pobres de espírito [...] eles choram [...] são mansos [...] têm fome e sede de justiça [...] são misericordiosos [...] são limpos de coração [...] são pacificadores [...] e são perseguidos pela justiça [...]” — todas essas virtudes nutre grande sofrimento humano devido o combate à natureza pecaminosa (que habita corporalmente em todo crente) e guerras diárias com o diabo, os demônios e seus agentes (que atuam como inimigos da alma e Igreja).

Usarei Mateus 5 para construir alguma Teologia aqui, do sofrimento; não irei enfatizar as recompensas (das bem–aventuranças) num primeiro momento, mas o sofrimento que é o motor que conduz as bem–aventuranças. Explico às razões do sofrimento produzido devido o exercício dessas virtudes (buscas):

[1] – “os pobres de espírito” — são aqueles que reconhecem sua pobreza espiritual e, deixando de lado toda autodependência, procuram a graça de Deus. Os que têm maior necessidade espiritual estão mais aptos para perceber essa necessidade e depender somente de Deus e não da sua própria bondade — resulta sofrimento dado a real debilidade devocional (de apego sincero e fervoroso a Deus e ação de se dedicar a ser pobre espiritualmente) e de um mundo sem necessidades espirituais, completamente morto e indevoto.

[2] – “os que choram” — não são necessariamente pessoas consternadas, mas os que passam pelo pesar do arrependimento. O contexto indica que estão chorando por causa do pecado e do mal, especialmente os deles mesmos, e por causa do fracasso da humanidade em dar a glória devida a Deus — resulta sofrimento dado a completa debilidade antropológica (da condição humana caída e alienada) e de coabitação num mundo hedônico (caracterizado pelo prazer à quaisquer custo, e à parte de Deus).

[3] – “os mansos” — não conota fraqueza, mas sim uma energia controlada. A palavra contém as idéias de humildade e autodisciplina; assemelha–se à do Salmos 37:11 e, talvez, esteja baseada nela. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus — resulta sofrimento dado a debilidade deontológica (do dever e da obrigação do crente), da metafísica (da natureza fundamental da realidade que permeia todos [potencialidade e atualidade]) e de coabitação num mundo em rebelião, arrogante e obstinado.

[4] – “os que têm fome e sede de justiça” — os que procuram a justiça de Deus recebem aquilo que desejam, e não os que confiam em sua própria justiça — resulta sofrimento dado a debilidade de crença (ceticismo), autojustiça humana e de convívio com um mundo agressivamente injusto.

[5] – “os misericordiosos” — aqueles que põem em ação a piedade podem esperar a mesma misericórdia tanto da parte dos homens como de Deus — resulta sofrimento dado a debilidade impiedosa que habita no coração humano devido habitar pecaminosidade nas volições (desejos) e de um mundo que jaz no Maligno (guiado pelo homicida [agentes aborrecedores], que não se apega à verdade, e que não há verdade em nenhum deles).

[6] – “os limpos de coração” — aqueles cujo ser moral está livre da contaminação do pecado, sem interesses ou lealdade divididos — resulta sofrimento dado a debilidade de total santificação (separação do mundo e para Deus, a qualidade da santidade) e do ataque sistêmico de um mundo contaminado, interesseiro e desleal no comportamento com os relacionamentos sociais.

[7] – “os pacificadores” — os que possuem paz espiritual e não a cessação da violência física (quando inseridos) entre as nações é o que se tem em vista aqui. Mesmo que o termo seja geralmente entendido no sentido daqueles que ajudam outros a encontrar a paz com Deus, esta paz pode também ser entendida como aqueles que alcançam sua própria paz com Deus e são chamados seus filhos, filhos de Deus que é “o Deus da paz” (Hebreus 13:20) e servos de Cristo, que é “o Príncipe da Paz” (Isaías 9:6) — resulta sofrimento dado a realidade das muitas guerras espirituais com o diabo, com a tentação e pecado (da cobiça da carne, dos olhos e da soberba da vida) e, com os conflitos de um mundo de profundas inquietações e incertezas, e de cosmovisões satânicas.

[8] – “os que sofrem perseguição pela justiça” — somente quando se estabelecer o paraíso restaurado (“novo céu e nova terra”), essas injustiças serão sanadas — resulta sofrimento dado a realidade de imposições retas (verdadeiras) para pessoas que são conscientemente mortas e de um mundo que encontra–se em profunda obscuridade.

O sofrimento que produz encontros reais e causa bem–aventuranças.

Por intermédio do ermo, Jacó viu Deus em Betel (Gênesis 28:10 – 22; João 1:51); no decurso do retiro sofredor, atônito Moisés viu Deus no meio de uma “sarça incandescente” (Êxodo 3:1 – 22); ao longo de um sofrimento profundo, Elias ouviu “uma voz mansa e delicada” (1 Reis 19:12, 13); durante a solidão no meio dos cativos exilados, Ezequiel viu “a glória do Senhor” junto ao rio Quebar (Ezequiel 1:1 – 28); no tempo da expatriação, Daniel viu o “ancião de dias” (Daniel 7:1 – 28); no fim de um longo cativeiro de opressão, em fervente oração, Jó viu [conheceu] a Deus (Jó 42:10); atravessadamente desgraçado em sua alma esmorecida, Davi alcançou e vestiu–se da misericórdia de Deus (Salmos 51:1 – 19); no decorrer da aflição em Patmos, enclausurado e perseguido, João foi arrebatado “no Espírito” (ou “no controle do Espírito”), e no dia do Senhor viu o resplendor da glória de Deus, Jesus Cristo ressurreto (Apocalipse 1:10); por meio de um “espinho na carne”, um ataque instigado de maneira demoníaca, um mensageiro de Satanás, Paulo aprendeu sobre a suficiente e poderosa graça do Senhor (2 Coríntios 12:7 – 9).

Para que tenhamos deleitável ânimo por estarmos em Cristo, destemida e corajosa confiança por sabermos que Cristo é o Senhor da Igreja e, ousadamente fé depositada no Cristo, e, por fim, desprendimento das coisas terrenas, faz–se necessário passar por muitas aflições; elas indicam a realidade que permeia aqui (subitamente), entrepõe–se céu e terra e nos faz buscar destemidamente as coisas salutares e divinas (cf. João 16:33). As Escrituras, frequentemente, indicam que Deus guia seus filhos através do sofrimento antes de eles alcançarem a glória dEle (como mencionado acima) e o Espírito garante glória, o que é suficiente (Romanos 8:17 – 30). Então, por que razão, com tal intensidade são as contestações e imposição a Deus para a soltura acerca dos sofrimentos? Se qualquer cristão rejeitar uma cruz, sem dúvida achará outra, e pior, talvez mais pesada. Nem Jesus Cristo, nosso Senhor, esteve uma hora, em toda a sua vida, sem dor, humilhação e sofrimento, admitia e aceitava Ele sofrer e ressurgir dos mortos, para que assim entrasse na sua glória (Lucas 24:26). Como, diante disso, pode o cristão buscar outro caminho que não seja o caminho real da santa cruz (sofrimento)?

Concluo com Paulo, “Porquanto, por amor de Cristo vos foi concedida a graça de não somente crer em Cristo, mas também de sofrer por Ele” (Filipenses 1:29), “Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36). E, “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

— Pr. Plínio Sousa, Instituto Reformado Santo Evangelho.

Especialmente para a Igreja que está em Cristo.

O propósito real da vida não é a felicidade, mas o conhecimento de Deus, é por essa razão, que nos maiores encontros com o sofrimento homens conheceram a Deus. O problema enigmático acerca do mal, é devido a tendência do ser humano achar que se Deus, de fato existe, objetivamente, para a vida humana é a felicidade a vontade divina. Mas o verdadeiro gozo é gloriar–se nas tribulações e, naquilo para o qual nos tornaremos bem–aventurados — “é–nos ordenado carregar uma cruz, não uma flor”.

É com razão, que os bem–aventurados, “são pobres de espírito [...] eles choram [...] são mansos [...] têm fome e sede de justiça [...] são misericordiosos [...] são limpos de coração [...] são pacificadores [...] e são perseguidos pela justiça [...]” — todas essas virtudes nutre grande sofrimento humano devido o combate à natureza pecaminosa (que habita corporalmente em todo crente) e guerras diárias com o diabo, os demônios e seus agentes (que atuam como inimigos da alma e Igreja).

Usarei Mateus 5 para construir alguma Teologia aqui, do sofrimento; não irei enfatizar as recompensas (das bem–aventuranças) num primeiro momento, mas o sofrimento que é o motor que conduz as bem–aventuranças. Explico às razões do sofrimento produzido devido o exercício dessas virtudes (buscas):

[1] – “os pobres de espírito” — são aqueles que reconhecem sua pobreza espiritual e, deixando de lado toda autodependência, procuram a graça de Deus. Os que têm maior necessidade espiritual estão mais aptos para perceber essa necessidade e depender somente de Deus e não da sua própria bondade — resulta sofrimento dado a real debilidade devocional (de apego sincero e fervoroso a Deus e ação de se dedicar a ser pobre espiritualmente) e de um mundo sem necessidades espirituais, completamente morto e indevoto.

[2] – “os que choram” — não são necessariamente pessoas consternadas, mas os que passam pelo pesar do arrependimento. O contexto indica que estão chorando por causa do pecado e do mal, especialmente os deles mesmos, e por causa do fracasso da humanidade em dar a glória devida a Deus — resulta sofrimento dado a completa debilidade antropológica (da condição humana caída e alienada) e de coabitação num mundo hedônico (caracterizado pelo prazer à quaisquer custo, e à parte de Deus).

[3] – “os mansos” — não conota fraqueza, mas sim uma energia controlada. A palavra contém as idéias de humildade e autodisciplina; assemelha–se à do Salmos 37:11 e, talvez, esteja baseada nela. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus — resulta sofrimento dado a debilidade deontológica (do dever e da obrigação do crente), da metafísica (da natureza fundamental da realidade que permeia todos [potencialidade e atualidade]) e de coabitação num mundo em rebelião, arrogante e obstinado.

[4] – “os que têm fome e sede de justiça” — os que procuram a justiça de Deus recebem aquilo que desejam, e não os que confiam em sua própria justiça — resulta sofrimento dado a debilidade de crença (ceticismo), autojustiça humana e de convívio com um mundo agressivamente injusto.

[5] – “os misericordiosos” — aqueles que põem em ação a piedade podem esperar a mesma misericórdia tanto da parte dos homens como de Deus — resulta sofrimento dado a debilidade impiedosa que habita no coração humano devido habitar pecaminosidade nas volições (desejos) e de um mundo que jaz no Maligno (guiado pelo homicida [agentes aborrecedores], que não se apega à verdade, e que não há verdade em nenhum deles).

[6] – “os limpos de coração” — aqueles cujo ser moral está livre da contaminação do pecado, sem interesses ou lealdade divididos — resulta sofrimento dado a debilidade de total santificação (separação do mundo e para Deus, a qualidade da santidade) e do ataque sistêmico de um mundo contaminado, interesseiro e desleal no comportamento com os relacionamentos sociais.

[7] – “os pacificadores” — os que possuem paz espiritual e não a cessação da violência física (quando inseridos) entre as nações é o que se tem em vista aqui. Mesmo que o termo seja geralmente entendido no sentido daqueles que ajudam outros a encontrar a paz com Deus, esta paz pode também ser entendida como aqueles que alcançam sua própria paz com Deus e são chamados seus filhos, filhos de Deus que é “o Deus da paz” (Hebreus 13:20) e servos de Cristo, que é “o Príncipe da Paz” (Isaías 9:6) — resulta sofrimento dado a realidade das muitas guerras espirituais com o diabo, com a tentação e pecado (da cobiça da carne, dos olhos e da soberba da vida) e, com os conflitos de um mundo de profundas inquietações e incertezas, e de cosmovisões satânicas.

[8] – “os que sofrem perseguição pela justiça” — somente quando se estabelecer o paraíso restaurado (“novo céu e nova terra”), essas injustiças serão sanadas — resulta sofrimento dado a realidade de imposições retas (verdadeiras) para pessoas que são conscientemente mortas e de um mundo que encontra–se em profunda obscuridade.

O sofrimento que produz encontros reais e causa bem–aventuranças.

Por intermédio do ermo, Jacó viu Deus em Betel (Gênesis 28:10 – 22; João 1:51); no decurso do retiro sofredor, atônito Moisés viu Deus no meio de uma “sarça incandescente” (Êxodo 3:1 – 22); ao longo de um sofrimento profundo, Elias ouviu “uma voz mansa e delicada” (1 Reis 19:12, 13); durante a solidão no meio dos cativos exilados, Ezequiel viu “a glória do Senhor” junto ao rio Quebar (Ezequiel 1:1 – 28); no tempo da expatriação, Daniel viu o “ancião de dias” (Daniel 7:1 – 28); no fim de um longo cativeiro de opressão, em fervente oração, Jó viu [conheceu] a Deus (Jó 42:10); atravessadamente desgraçado em sua alma esmorecida, Davi alcançou e vestiu–se da misericórdia de Deus (Salmos 51:1 – 19); no decorrer da aflição em Patmos, enclausurado e perseguido, João foi arrebatado “no Espírito” (ou “no controle do Espírito”), e no dia do Senhor viu o resplendor da glória de Deus, Jesus Cristo ressurreto (Apocalipse 1:10); por meio de um “espinho na carne”, um ataque instigado de maneira demoníaca, um mensageiro de Satanás, Paulo aprendeu sobre a suficiente e poderosa graça do Senhor (2 Coríntios 12:7 – 9).

Para que tenhamos deleitável ânimo por estarmos em Cristo, destemida e corajosa confiança por sabermos que Cristo é o Senhor da Igreja e, ousadamente fé depositada no Cristo, e, por fim, desprendimento das coisas terrenas, faz–se necessário passar por muitas aflições; elas indicam a realidade que permeia aqui (subitamente), entrepõe–se céu e terra e nos faz buscar destemidamente as coisas salutares e divinas (cf. João 16:33). As Escrituras, frequentemente, indicam que Deus guia seus filhos através do sofrimento antes de eles alcançarem a glória dEle (como mencionado acima) e o Espírito garante glória, o que é suficiente (Romanos 8:17 – 30). Então, por que razão, com tal intensidade são as contestações e imposição a Deus para a soltura acerca dos sofrimentos? Se qualquer cristão rejeitar uma cruz, sem dúvida achará outra, e pior, talvez mais pesada. Nem Jesus Cristo, nosso Senhor, esteve uma hora, em toda a sua vida, sem dor, humilhação e sofrimento, admitia e aceitava Ele sofrer e ressurgir dos mortos, para que assim entrasse na sua glória (Lucas 24:26). Como, diante disso, pode o cristão buscar outro caminho que não seja o caminho real da santa cruz (sofrimento)?

Concluo com Paulo, “Porquanto, por amor de Cristo vos foi concedida a graça de não somente crer em Cristo, mas também de sofrer por Ele” (Filipenses 1:29), “Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36). E, “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

— Pr. Plínio Sousa, Instituto Reformado Santo Evangelho.

“Deus esconde os cristãos na sepultura, tal como o homem esconde secretamente as riquezas em lugar seguro.”

Deus esconde os cristãos na sepultura, tal como o homem esconde secretamente as riquezas em lugar seguro; aquele que morre o encontrará, e nada estará perdido — “Tomara que me escondesses, não somente das tempestades e dificuldades dessa vida, mas para a bem–aventurança e a glória de uma vida infinitamente melhor e diametralmente antagônica a esta”. A sepultura e o recolhimento dos cadáveres foi ordenado por Deus para simbolizar a humilhação do pecador — o “Hades” tem seguido a morte reunindo horrivelmente as vítimas — mas não para aquele que foi justificado pelo valiosíssimo e poderoso sangue de Cristo, por esse o crente triunfou! (Apocalipse 3:4, 5, 18; 4:4; 7:9, 13, 14; 19:14). A morte é poderosa demais para que possamos vencê–la, mas definitivamente não é poderosa demais para Deus (João 11:25), e no fim, Ele a derrotará definitivamente (1 Coríntios 15:50 – 57; cf. Apocalipse 21:4); razão, em que todo aquele que crer no Filho de Deus, deve esperar pela morte triunfantemente, pois para a Igreja, a morte é o caminho naturalmente a ser percorrido (mas sem dor e desespero); como Paulo que olha para o futuro distante e vê que o plano de Deus é glorificar, isto é, dar um corpo de ressurreição a todos os que foram justificados, é–nos dito em Romanos 8:30 que Deus “predestinou [...] chamou [...] justificou [...] e glorificou”, o glorificou é usado como um “perfeito profético”, falando sobre um acontecimento futuro como se o mesmo já tivesse sido feito, pois é certo que Deus o fará. Portanto, relativamente a quaisquer aspectos, “descanse em paz!”, faz sentido para o crente “em Cristo”, vivo ou morto

— Pr. Plínio Sousa, Instituto Reformado Santo Evangelho.

Amando o Senhor com toda nossa força

Amar ao Senhor com a nossa força é escolher uma vida de fraqueza voluntária e de renúncias. Quando lemos ou ouvimos a respeito de amar o Senhor com a nossa força, logo pensamos no jejum de alimentos. E, de fato, se abster de algo que amamos comer é uma forma de amá-lo com a nossa força.

Porém, existem outras maneiras que podemos fazer isso e que encontramos respaldo na Palavra de Deus. Como por exemplo: ter um coração generoso em ofertar financeiramente, servir e doar tempo de qualidade a pessoas que necessitam e estão perto de nós.

Outras formas de amá-lo com a nossa força é gastar tempo com o Senhor e meditar em Sua Palavra. Perdoar as pessoas que nos ofenderam e fizeram algo contra nós. Isso é escolher renunciar nossa justiça própria e permitir que o poder do Senhor se aperfeiçoe em nossas fraquezas.

Quando escolhemos maneiras de empenhar nossa força em nos colocarmos numa posição de fraqueza, como citamos anteriormente, sem esperar nada em troca, estamos escolhendo morrer para nós mesmos.

Amar o Senhor com a nossa força nos exige sair de nossa zona de conforto. É ter a atitude de reconhecer a Soberania dEle em nossas vidas e uma oportunidade de sermos moldados pelo Espírito Santo, até que o caráter de Cristo seja formado em nós. E Ele seja tudo em nós.

Ore: Senhor, te peço que possa me ajudar a amá-lo com minha força. Me mostre no meu dia a dia maneiras de fazer isso e me ajude a morrer para mim mesmo. Necessito que o Teu poder opere em minhas fraquezas, amém!”

Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” E o segundo mais importante é este: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois. Marcos 12:30‭-‬31

— Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mateus 6:19

Não estou querendo dizer que já consegui tudo o que quero ou que já fiquei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, pois para isso já fui conquistado por Cristo Jesus. É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus. Todos nós que somos espiritualmente maduros devemos ter essa maneira de pensar. Porém, se alguns de vocês pensam de maneira diferente, Deus vai tornar as coisas claras para vocês. Portanto, vamos em frente, na mesma direção que temos seguido até agora. Filipenses 3:12‭-‬16

Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Jeremias 29:13

_Irmão Martin Alex.

Medita nestas coisas

O homem pode ter apreendido bem a verdade no intelecto, no entanto, essa verdade precisa descer ao coração e se transformar em 'verdade em ação; virtudes.' Não adianta, como disse Tomás de Kempis, discutires sabiamente sobre a Santíssima Trindade, se não és humilde e desagrada, assim, essa mesma Trindade. O salmista registrou: 'Em tua Lei medito dia e noite...' Meditar é o meio pelo qual a verdade do intelecto passa a fazer parte do nosso conjunto de convicções, e estando já bem arraigada no coração, emana vida espiritual. É isso que o Apóstolo Paulo recomenda a Timóteo, 'Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manisfesto a todos.' Em seguida diz: ... persevera nestas coisas; porque fazendo isto, te salvará, tanto a ti mesmo como os que te ouvem.

Um homem poder ter alcançado o conhecimento de Deus; suas perfeições e seu eterno poder. Pode saber muito de teologia e explicar com maestria os cincos pontos da Graça. Contudo, ele pode ser condenado ao inferno, não porque não haja tido conhecimento de Deus e de sua vontade para com ele, mas porque, apesar de tê-lo, não viveu santamente, não praticou a verdade. É o famoso ditado: vai para o inferno com a Bíblia debaixo dos braços!

Já o homem que não conhece a Deus e não tem conhecimento bíblico-teológico, já está condenado, seu destino é o inferno, porquanto não conhece a Deus, nem crê nEle. [Pois, como pode amar e servir a Deus a quem não conhece?].

Jesus, Tu és diferente

Tu ficaste ao lado da mulher adúltera, quando todos se afastavam dela. Tu entraste na casa do publicano, quando todos se revoltavam contra ele. Tu chamaste as crianças para junto de Ti, quando todos queriam mandá-las embora. Tu perdoaste a Pedro, quando ele próprio se condenava. Tu elogiaste a viúva pobre, quando todos a ignoravam. Tu resististe ao diabo, quando todos teriam sucumbido à sua tentação. Tu prometeste o paraíso ao malfeitor, quando todos desejavam-lhe o inferno. Tu chamaste Paulo para Te seguir, quando todos temiam-no como perseguidor. Tu fugiste do sucesso, quando todos queriam fazer-te rei. Tu amaste os pobres, quando todos buscavam riquezas. Tu curaste enfermos, quando foram abandonados pelos outros. Tu calaste, quando todos Te acusavam, batiam em Ti e zombavam de Ti. Tu morreste na cruz, quando todos festejavam a páscoa. Tu assumiste a culpa, quando todos lavavam suas mãos na inocência. Tu ressuscitaste da morte, quando todos pensavam que estavas derrotado. Jesus, eu te agradeço porque
Tu és único!

(autor desconhecido)