versos livres

anapê

Ando postando nada por aqui há um bom tempo, muita coisa acontecendo, a vida não pára até que a gente diga “basta, respira!”... Pretendo voltar com os versinhos, sem pressão, no meu tempo. Passando só pra registrar que a família “versos livres” cresceu!

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Não há espaço Pra vaidade Na Verdade, Mas ela reina Entre os homens.

A ilusão que te seduz, Que se aliou ao teu algoz, Não te encaminha rumo à luz. Só te conduz pro fim atroz.

Aspiro à Poesia. – Inspira-te à janela! Expira a espera dela! Noite adentro respiro:

Inspiro e espiro... Inspiro e espiro...

Há-braços do Norte! Procedo o recorte: Juventude forte, Que luta e que sonha!

Nem revés, nem sorte. Enfrentar as mortes É práxis, é o porte, Na nossa Amazônia!

Me inspira o dia-a-dia De quem perfaz vida bela: Lança luz à poesia, Prova da prosa e a irradia, Existência em aquarela!

Vê, que histórias se repetem, Vivo as opressões de novo. Coincidencia sermos – o povo - Aqueles que sempre padecem?

Outrora fui um excluído! Nós que, marginalizados, Somos todos resultado Do conluio sucedido!

Morte à civilização! Antes descivilizada! Nos armaram uma emboscada, Violaram meus irmãos!

Quem paga esta conta eterna?! Sangue e suor da valentia! Nunca cessa a rebeldia, – Luta ou morre em meio à guerra!

Me elegeram o “inimigo”. Eu não faço mal algum! Vão matando, “um por um, Os dejetos repelidos”.

Repelidos de um Sistema Formado há tempos atrás, Dói, mas ainda sou capaz De recordar, em algum poema.

Tantos pesos E medidas Quanto tons De pele.

Pode entrar, A casa é tua! A causa também!

Lembra que o amor Não nos sufoca, Ama quem puder Amar em troca.