#001172 – 17 de Novembro de 2022
Akua Naru, a marcar o ritmo de uma dança interior. O WaterRower a devolver ao meu esforço o som de água, a sensação de remos num rio. O tempo, esse, é uma doçura vagarosa.
Akua Naru, a marcar o ritmo de uma dança interior. O WaterRower a devolver ao meu esforço o som de água, a sensação de remos num rio. O tempo, esse, é uma doçura vagarosa.
500 miligramas de ácido valpróico, custarda acabada de fazer. A bipolaridade e o doce ambos a arrefecerem. O carinho de amigos e família a aconchegar.
Há dias em que não é preciso mexer em nada. Não há nada a melhorar. O mundo, incompleto e invernoso, cheio de ângulos afiados e zonas escuras, é paisagem em volta do que importa e não se escreve.
Concerto na piscina, no Hotelier. Ar: uma voz, convidada, com vocalizações, notas suspensas, sons de respiração, loops que outras mãos manipulavam; e sons, com textura analógica, vindas da maquinaria do colectivo. Concerto quase táctil, tecnologia muito humanizada, o instrumento é a imaginação humana.
Sol, inverno e bicicleta. Documentário sobre os Héroes Del Silencio, chá de menta e sossego.
Conto que avança, com viagens no tempo. Encomenda de um ukulele baixo, a caminho. Guitarra eléctrica sempre ligada ao amplificador, sempre à mão, agora que a semi-acústica precisa de ser reparada. Hábitos de escrita retomados, vida de mãos novamente arregaçadas.
Noite de insónia e de reconfiguração da alma. Manhã de lentidão, de passos pantanosos. Futuro melhor que isto, inevitavelmente.