#001739 – 09 de Junho de 2024
Na estação de Livração apanhamos o comboio de volta. O revisor mete conversa connosco ao ver as três bicicletas. Diz-nos que criou dois clubes de cicloturismo nos anos 90: um em Campanhã e outro em Fânzeres.
Na estação de Livração apanhamos o comboio de volta. O revisor mete conversa connosco ao ver as três bicicletas. Diz-nos que criou dois clubes de cicloturismo nos anos 90: um em Campanhã e outro em Fânzeres.
Na antiga estação de Codeçoso há uma feira do mel. Chegamos de bicicleta, à procura de hidromel e acabamos a beber um licor de mel que repetiremos à vinda. Bebemos à sombra de tílias em flor, que cheiram muito bem. Há abelhas por perto. E nem a chuva afastou as pessoas. Há crianças a aprender a andar de bicicleta. A ciclovia está viva.
Posta Maronesa, vinho de Vila Real. Sandálias e apetite, depois de alguns quilómetros de chuva a pedalarmos até Mondim de Basto.
De Amarante a Arco de Baúlhe o caminho é lindo. A antiga linha do Tâmega é ciclovia, com pouco movimento para tão grande beleza.
Não encontrei ainda outra forma de fazer as coisas: viver como se soubesse o que quero, como se intuísse para onde ir, como se tivesse pistas sobre a maneira de agir; pensar antes durante e depois, com dúvidas, contradições e muita hesitação; ter instantes em que cessa a agitação, ou por cegueira ou por efémera beatitude. E reinventar de novo e de novo as formas que fui encontrando de falhar melhor.
E antes de dormir, a cover de Hyperballad do Jacob Collier cura-me um pouco desta doença chamada mundo.
Toda o litoral da ilha é ciclável. Há muitos recantos, centenas de praias e lugares para entrar na água. Há sempre um lado abrigado do sol. Come-se bem, encontra-se sombra de árvores e caminhos para descobrir.
O vento é quase de tempestade, a Illa de Arousa deslumbrante. A água, cristalina, sabe bem, protege do frio exterior. A areia atesta a abundância e diversidade do ecossistema, há uma infinitude de tipos de conchas e búzios, de todos os tamanhos e feitios.
A costa galega é uma riviera nortenha. A comida boa, a língua próxima.