Kroeber

#001509 – 23 de Outubro de 2023

Talvez o inverno me tenha atingido demasiado cedo.

#0001508 – 22 de Outubro de 2023

Leio não ficção. Escrevo terapeuticamente. A realidade esmaga.

#001507 – 21 de Outubro de 2023

Em 2003 comecei um blogue. 20 anos. A internet mudou e mudou tudo.

#001506 – 20 de Outubro de 2023

Perder tempo a lamentar o tempo que se perde.

#001505 – 19 de Outubro de 2023

Um diário é um espelho muito seletivo. Eloquente, mas baço.

#001504 – 18 de Outubro de 2023

Solidão é não me suportar. Não se resolve envolvendo mais pessoas.

#001503 – 17 de Outubro de 2023

Houve uma altura da minha vida em que desenhava. Era um período em que não perdia muito tempo a recordar o que fui, o que fiz, como agora.

#001502 – 16 de Outubro de 2023

Parabéns Kikas. Benvindo de volta à tour.

#001501 – 15 de Outubro de 2023

Voltam os quilómetros de bicicleta e as páginas do romance.

#001500 – 14 de Outubro de 2023

Suplício gostava de chorar em locais bonitos. Em alturas bonitas. Em alto mar, durante uma superlua. Em Okinawa durante a sakura. No Nepal, durante o Holi. Na foz do rio Trovela, ao amanhecer, depois de uma descida de muitas horas. Em lugares recônditos no Amazonas, na Patagónia. Em Istmos na Noruega ou na Grécia, durante a noite. Em lugares sem motores, como Hidra. Caminhava muitas horas, sozinho, ou fazia longas viagens de barco, de burro, ou de bicicleta. Chorava convulsivamente, ranhoso e salgado. E regressava. É fácil dizer que o importante era a viagem, não o destino. Mas não havia destino, nem objectivo, apenas emoção crua. Um dia, deixou de chorar. Continuou a viajar, e dentro tinha muito mais espaço, quase tanto como o do mundo em volta. Sentir passara a ser uma forma de ligação com o que existe, não um luto. Mudou até de nome, sem se aperceber. Chamava-se agora Rio.