view#001390 – 25 de Junho de 2023
Natalie Wynn, Abigail Thorn. Duas maravilhosas mulheres transgénero que nos explicam filosofia com humor e argúcia. Os seus canais de YouTube são locais de lucidez e charme. Estou-lhes imensamente grato pela generosidade com que acreditam na capacidade de nos entendermos. ContraPoints, durante algum tempo, abordava mesmo extremistas, com paciência e coragem, procurando criar pontos de contacto para que estas pessoasd, que geralmente consideramos imunes ao diálogo, pudessem sair dos seus covis de transfobia e ódio.
view#001389 – 24 de Junho de 2023
Quase 50km de muito calor, ao longo do Mondego. Muita água, uns 5 litros. Duas queijadinhas de Pereira a meio do caminho, e ovos moles como reforço de energia. Chego a Coimbra para um bacalhau à Braz e mais água.
view#001388 – 23 de Junho de 2023
Manhã de preguiça e almoço de pota à Lagareiro. Travessia do Mondego para o lado sul. Visita às Salinas, entrando pelo Corredor da Cobra. Ida até à Praia do Cabedelo, para um dos melhores banhos de mar da minha vida. Jantar de pizza com cogumelos recheados. E depois assisti ao fogo de artifício do São João perto de um local de pesca. Troquei umas palavras com um dos pescadores, falei-lhe do meu pai. E regressei ao parque de campismo, a temperatura agradável mas a proximidade dos carros, na ponte, um pouco inquietante.
view#001387 – 22 de Junho de 2023
A maior reta da minha vida. Pedalei de Mira, passando pela Tocha, até chegar a Quiaios, com a Serra da Boa Viagem ao fundo. Reta de uns 25 quilómetros, só interrompida onde uma ponte caiu, o asfalto quebrado cinematograficamente. A bicicleta pesada desviei-a, descendo até ao fundo sulco deixado pela enxurrada e subindo de novo, as sapatilhas a enterrar-se na areia. A Serra subi-a devagar e já com muito calor. A chegada ao lugar onde cresci aconteceu a pedalar mas também na minha leitura do livro do Afonso Cruz. N' “O Pintor debaixo do lava-loiça” Josef Sors chega à Figueira. Fico aqui para o São João, coincidência que não planeei e até me agrada.
view#001386 – 21 de Junho de 2023
O segundo dia foi tranquilo, começou com uma travessia de ferry. Lembrei-me do Bósforo, embora não houvesse mais trânsito fluvial do que o pequeno ferry e alguns barcos de pesca locais. Gravilha, ao longo do ramo da Ria a sul de Aveiro. E depois ciclovias no meio do pinhal. Foi um passeio agradável, o parque de campismo era mais acolhedor, ao pé da Barrinha e da Praia de Mira. Comi um linguado grelhado no Salgáboca e perdi o pôr-do-sol, de novo.
view#001385 – 20 de Junho de 2023
Dia longo e bom. Saí às 5h30, com as luzes da bicicleta acesas, e o sol nasceu quando já estava a passar por Miramar. Cheguei a São Jacinto passado 5 horas. Tinha parado no Furadouro para comer e uma ou duas vezes para ajustar a tenda, que teimava em sair do sítio. Tomei um banho de mar com água surpreendentemente agradável. Comi um peixe-espada grelhado n'A Peixaria. Regressei ao parque de campismo já depois do pôr-do-sol, uma garça voava sobre a água, peixes saltavam aqui e ali, na Ria. Adormeci com o som de cigarras e pássaros.
view#001384 – 19 de Junho de 2023
Livro do Afonso Cruz, melancia, estiramentos.
view#001383 – 18 de Junho de 2023
Na terça acordo às 5 para evitar o calor. E pedalo 75 kms até São Jacinto.
view#001382 – 17 de Junho de 2023
Black Mirror regressa ao ecrã. E eu à estrada.
view#001381 – 16 de Junho de 2023
Terá sido descoberta por polinésios algures entre os anos de 800 a 1200, mais provavelmente cerca de 1200. A língua local é semelhante à língua havaiana e à lingua taitiana e também à língua mangareva antiga. As suas estátuas são homólogas à noção do sagrado noutras zonas da polinésia. Quando europeus chegaram à ilha, em 1722, foi possível comunicar com os nativos, uma vez que havia entre os que desembarcaram quem falasse uma língua da família dos idiomas polinésios. Sabe-se o que levou à quase extinção do povo que habitava a ilha, a exaustão dos recursos naturais, a introdução de espécies invasoras, como o rato-do-pacífico, o rapto de pessoas para o comércio esclavagista e também a imigração. O nome desta ilha é Rapa Nui, conhecida também como Ilha da Páscoa.
Continuamos a assistir a pseudo-documentários sobre este local. É comum ser apresentado como absolutamente misterioso, a língua desconhecida, o facto de seres humanos viverem num sítio tão remoto uma impossibilidade, as estátuas sem par que só uma tecnologia desconhecida poderia produzir, o povo já desaparecido sem rasto.
A verdade é muito mais interessante que toda a treta sensacionalista à volta desta ilha e deste povo. A verdade fala-nos de como um povo, o polinésio, viajou a remo, em catamarãs pelo maior oceano do planeta, ao longo de milhares de anos, estabeleceu rotas comerciais entre ilhas incrivelmente distantes e espalhou a sua cultura pelo Pacífico. Deveríamos celebrar estes navegadores e conhecer a sua história. Antecederam largamente os europeus. Em vez disso, contamos histórias fantasiosas de extra-terrestres antigos e de mistérios fabricados.